Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Show!! Kangoma na Vila!



09/05/2009 - Sábado


Kangoma na vila


Livraria da Vila - Shopping Cidade Jardim


Av. Magalhães de Castro, 12.000


Pista Local da Marginal Pinheiros


18:00 hs
Te esperamos lá!!


Entrada Franca

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Pocket Show!!


Local: Auditório da Livraria da VilaRua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo
Dia 27/02 (sexta-feira) das 19h45 às 20h30
Informações na Livraria da Vila 3814-5811
ou
www.livrariadavila. com.br
Ou no site do Kangoma:
www.kangoma. com.br
Entrada Gratuita.
Até lá!!

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Novo Show Kangoma


Dia 24/08/2008 - domingo às 15h30 - SESC CAMPINAS
Entrada gratuita
Rua Dom José, 270/333 - Bonfim, Campinas - SP
(19) 3737-1500

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

2007!!! - Toca, toca, toca Kangoma!!!



Kangoma 2007: Tocando em frente!!


O ano de 2007 foi significativo para o Kangoma, muitos shows pelo Brasil e mais uma vez recebendo novos integrantes em seu bojo. Assim o Kangoma se assume como um grupo onde há a participação de vários "Kangomas", seja num tempo mais longo, seja num tempo mais curto, mas todos contribuindo e se envolvendo com o som que o grupo faz.

Devido a uma atividade intensa por conta de sua carreira solo, Sandra retirou-se e foi substituída por Rosa Paiva, cantora com formação popular, que tem influências que vão desde os grupos vocais de americanas da década de 40, passando por Carmen Miranda, Doo-Wops, Rockabillies, R&B, soul, punk, músicas populares do Nordeste entre outras. Integrou o Coral Municipal de Franco da Rocha, interpretando músicas contemporâneas nacionais e internacionais.

Rosa: suavidade e Rock'n'Roll


Cássio também precisou dedicar-se à turnê do grupo Moleque de Rua e viajou para a Europa. Em seu lugar, entra Paulinho Pereira, super baixista carioca, bacharel em Música Popular pela Universidade de Campinas. Estudou, ainda, contrabaixo no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí e no Centro Musical Tom Jobim, em São Paulo. Como sideman tocou com diversos grupos musicais no sul de Minas Gerais e interior de São Paulo. Mudou-se para São Paulo em 2003, em busca da ampliação de seu campo profissional. Tocou com Chico César e com Jair Oliveira. É professor do Instituto de Baixo e Tecnologia (IBT), na capital paulista, a convite de Celso Pixinga. Desde 2003, é colunista de fretless da revista Cover Baixo, a única no Brasil especializada no instrumento. Atualmente vem desenvolvendo um método próprio de contrabaixo, no qual aborda leitura, intervalos, escalas maiores e menores, campo harmônico, arpejos e modos gregos. Como podemos ver, cara é... não é fácil!


Paulinho dando o recado!!

Para um reforço na percussão, convocaram Marina Uehara, a Japonêga, simpatia total, jovem percussionista que iniciou seus estudos com a bateria em 2000. Em 2001 conheceu a percussionista Simone Soul e descobriu com ela o mundo da percussão, estendendo os seus estudos musicais. Tocou com Robertinho Silva e Simone Soul, e participou de alguns grupos, entre eles a Troupe Djembedon (percussão da Guiné Conacry), e o Cordão Ziriguidum (bloco de Oswaldinho da Cuíca), etc.


Marina Uehara, a Japonêga: simpatia, carisma e mão no couro!

Armado o novo time, o Kangoma vem realizando shows por todo o Brasil e abaixo apresentamos o show de lançamento do cd Boa Tarde Povo, no auditório da CPC-UMes!!


Vivo!

Filmado por Tato Carvalho.


Kangoma:


Paulinho: baixo

Laís Verderame: Vocal

Rosa Paiva: Vocal
José Roberto: Percussão
Marina Uehara a "Japonêga": Percussão
Yan Kaô: Percussão
Roberto Lerner: Percussão






Passagem de som






Passagem de som


Marco Marciano



Vissungo I - "Tangana Zambê"



Vissungo 2 - "Turiaê Mapiá"




"Martin Parangolá"

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

2004-2006 - Sempre renascendo

O mundo em nossas mãos. Mão no couro é criação!!

Em 2005 é lançado o CD Nascer de Novo – Arquivo Kangoma, resgate de gravações de estúdio com as primeiras formações do grupo. O disco é considerado uma obra prima por vários artistas e algumas de suas faixas são escolhidas para comporem uma coletânea de um cd de pesquisas sobre os mais importantes grupos do Brasil no resgate da cultura popular.


Para ouvir a faixa "Vou chamar", clique abaixo. Yan Kaô, José Roberto, acompanhados pelo supervioleiro Zé Márcio recordam o começo do grupo, numa interpretação ao estilo de Chico Antônio.




Novas formações se anunciam no grupo e Tiane é substituída por Sandra Marina, excelente vocalista, estudiosa dos cantos brasileiros e experiente cantora em vários grupos de música brasileira. Junto com ela, entra para o grupo o primeiro baixista fixo da banda, Cássio Martins, grande músico que já tocou com feras do naipe de Lady Zu, Sandra Sá, Moleque de Rua e outros bambas do balanço.



O Homem Groove: Cássio Martins!!




Sandra Marina: sensualidade e técnica!!


De cima para baixo, coluna da esquerda: Laís, Sandra, Yan Kaô; coluna da direita: Roberto Lerner, José Roberto, Cássio Martins, Ricardo Carvalho.

Essa é formação do Kangoma que gravaria o álbum "Boa Tarde Povo", citado por vários críticos como um dos melhores discos dos últimos tempos da música brasileira de vanguarda e elogiado pela revista Rolling Stone - a maior revista pop do mundo - com uma das mais altas avaliações da publicação. O disco conta com a participação de artistas lendários da percussão, como Simone Soul, Papete, Dinho Nascimento, Dinho Gonçalves, Duda Neves e Caíto Marcondes.


Abaixo, a transcrição da crítica, pelo lendário Alex Antunes:

"Boa Tarde, Povo
CPC
Terreiro elétrico
Há décadas que a chamada world music, fora do Brasil, dá margem a pesquisas de músicas étnica com apelo e acabamento pop. Aqui, parece que ainda há uma barreira entre o "purismo" e o "comercialismo" - ou parecia, porque o Kangoma ignora solenemente esses falsos limites. A pesquisa de repertório é séria (as faixas têm suas origens esmiuçadas no encarte), as vozes femininas afinadas ea percussão desempenham com fervoro ritual. Mas a presença de eventuais baixo elétrico, bateria e até guitarra metaleira em músicas como a faixa-título (onde se explora a proximidade entre o ritmo nordestino baianal e o funk americano) e "O Marco Marciano" (Lenine) dá um toque bastante saboroso e informal.

Alex Antunes"




Para ouvir a faixa "Boa Tarde Povo", clique abaixo:


2001-2003 - Novos tambores

Novos tambores começam a rufar!

Em 2001 a base original do Kangoma, Yan Kaô e José Roberto gravam, pela Faculdade de Teologia Umbandista o CD "Mantras Primevos de Umbanda".


Para ouvir a faixa "Filhos da terra", clique abaixo.
Yan Kaô e José Roberto: Percussão



Por esta época, achegaram-se ao Kangoma: Ricardo Carvalho e Roberto Lerner. Ricardo atuaria como percussionista por pouco tempo, indo se dedicar a outras atividades.

Ricardo Carvalho

O super-batera Roberto Lerner

Com esta formação, realizaram alguns shows que definiriam uma nova fase, pois desta vez seria a vez de Regiani Guarnieri deixar o grupo. Sua última apresentação foi num sarau, onde, na platéia uma outra cantora, a afinadíssima Tiane Tessaroto, interessou-se pela proposta e não tardou a substituir Regiani nos vocais. Em 2002 o grupo começou a assumir sua configuração mais moderna; Yan Kaô já se apresentava novamente com a banda. O Kangoma agora era formado por Tiane Tessaroto nos vocais, Yan Kaô, Ricardo Carvalho e Zé Roberto nas percussões. Juntam-se a eles a cantora lírica Laís Verderame. Decidiram anexar outros músicos temporários como convidados, que não se fixariam ao grupo, apenas apresentando-se em shows e algumas gravações, tais como o lendário violeiro Zé Márcio. A nova formação realizou novas apresentações em diversos locais do Brasil.


Laís Verderame: Lirismo e raiz

Para ouvir Laís Verderame em "Senzenina", clique abaixo:
Laís, Yan Kaô, José Roberto,Danat, Ricardo Cavalho, Roberto Lerner: vocais



O retorno do público foi excelente e em fevereiro de 2003 o grupo entrou no estúdio Camerati / Jaburu para gravar o primeiro CD, As Rodas do Mundo, com seis músicas. Este CD figurou como destaque na edição de junho de 2003 da revista Modern Drummer Brasil, recebendo elogios de outros músicos e críticos.


Para ouvir a faixa "Koitxangaré", clique abaixo:

Tiane Tessaroto, Laís Verderame, Ricardo Carvalho: Vocais

Roberto Lerner, Yan Kaô: Percussão

José Roberto: Didjeridoo

Vídeo gravado em 2003, para promover o disco, "Lamento Sertanejo":

Direção e produção: Antônio Luz



Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

1995 - 2000 - O início!



Éramos três

Por volta de 1990, Zé Roberto e Yan Kaô se conheceram nas aulas do percussionista Paulo Campos, do qual foram alunos durante um ano. Zé Roberto vinha de vários grupos de baile, onde já atuava como percussionista profissional há alguns anos. Yan Kaô também atuava na noite como baterista e percussionista, tendo acompanhado cantores como Leni Andrade, Branca de Neve e atuado em grupos de Rock e Reggae.

Zé Roberto
O amor pela percussão (e tudo que a ela estivesse ligado, desde o erudito até o rock, passando pelas manifestações religiosas, como os cultos de nação africana e indígena e a Umbanda) e pela pesquisa de música étnica foi tão intensa que os levou a se aprofundarem na descoberta e no estudo de novos ritmos e novos sons.

Yan Kaô

Essas pesquisas os levaram de encontro a dois registros que dariam as direções para o que seriam as origens do Kangoma: o primeiro, gravações raríssimas do "Rei do Ganzá", Chico Antônio, coquista, impressionante retrato do improvisador nato, onde a música modal se apresenta em sua maior expressão de liberdade e expontaneidade.

Estudado por Mário de Andrade, Chico Antônio é a própria celebração e sobrevivência dos ecos de uma antiga tradição ancestral indígena de canto, que a primeira audição pode gerar estranheza aos ouvidos acostumados aos timbres bem comportados da música pop e comercial. Depois desta audição, Yan Kaô e José Roberto encostaram temporariamente as baquetas e tambores e atuando apenas com dois ganzás deram início a apresentações de grande sucesso onde o improviso era levado a tal intensidade que as apresentações da dupla chegavam a penetrar nas instâncias do transe deles mesmos e da platéia (!).


Chico Antônio

O segundo registro a impressionar os dois jovens percussionistas foi o disco Canto dos Escravos, um importante e comovente resgate dos cantos dos antigos negros expatriados, onde atuam Clementina de Jesus, Tia Doca, Geraldo Filme, Djalma Correia e Papete.

O Canto dos Escravos


A Rainha: Kelé - Clementina de Jesus

A partir desta descoberta a dupla voltou a utilizar-se de tambores e outros instrumentos de percussão. É deste disco a canção que batiza o grupo: Kangoma. Orientados a fazerem uma fusão entre uma raiz musical espontaneamente característica em sua linguagem indígena como era Chico Antônio com as raízes negras do Canto dos Escravos e do Jongo mais as influências espiritualistas da Umbanda, o Kangoma ampliou sua visão de cada vez mais universalizar seu som na direção do resgate da música modal, em suas origens mais simples e calcadas no improviso e na criação.
Chamaram para o vocal uma exótica e excelente cantora, que apesar de suas origens orientais possuía uma voz de característico timbre negro: oriunda do grupo paralelo de Yan Kaô e José Roberto, o Jardim Elétrico, Regiani Guarnieri entrou para o grupo em 1997 e assim criaram uma espécie de pacto que se consubstanciou em excelente performances e apresentações em diversos locais do estado de São Paulo e do interior. Esta formação durou até 2000, quando Yan Kaô, mudou-se para o interior de São Paulo, e afastou-se parcialmente do grupo. Zé Roberto e Regiani continuaram a apresentar-se como dupla em diversos locais até que em comum acordo Regiani e Zé Roberto decidiram recrutar novos integrantes até que Yan pudesse se reintegrar novamente.

Regiani Guarnieri

Ouça Regiane Guarnieri, cantando a música "Sêca" com a banda Jardim Elétrico em 2000, clicando abaixo:
Banda Jardim Elétrico (2000):
Regiani Guarnieri: Voz
Anabel Andres: Teclados
José Roberto: Percussão
Marcelão: Baixo
Marquinhos: Violão




Para ouvir Kangoma ao vivo na Puc (1999), a música "Canário do Reino", passagem de som - direto da mesa - clique abaixo:

Regiane Guarnieri - Voz; Yan Kaô e José Roberto - Percussão