
Kangoma vem de n´goma (tambor).
Ka, em várias culturas, designa “senhor”. É uma homenagem aos senhores da expressão musical, os senhores da manifestação através da música. E música sempre pode ser uma celebração através da alegria; Kangoma também pode ser a “festa dos tambores”.
A proposta do Kangoma se fundamenta na pesquisa de cantos populares ao redor do mundo, como africanos, indianos, europeus, asiáticos e principalmente os brasileiros, o que gera um material riquíssimo e pouco explorado e sua aproximação com a música moderna, além de composições próprias, oriundas de algum sonho, percepção ou delírio. Esse traço de universalidade aparece também nos instrumentos, que trazem informações de todas as culturas, desde a música ocidental (bateria, baixo elétrico) até outros grupos mais distantes de nós, como o didjeridoo australiano, o derbak árabe, o djembe africano e a conga latina.
Embora respeitando as tradições que esses cantos representam, não nos aferramos à preservação do arranjo dos mesmos. Em nossa proposta, o rigor purista configura uma inflexibilidade que não condiz como resgate da verdadeira tradição que originou o canto e a arte da percussão, qual seja, a celebração da música como (re) conciliação e união, traduzida nos cantos de todos os povos, acima de barreiras étnicas, geográficas, culturais, religiosas ou sociais, elevando a música para além do entretenimento: a alegria de perceber a comunidade planetária como um todo.
A decorrência natural deste resgate é o Kangoma apoiar e participar ativamente de projetos de responsabilidade social, que busquem diminuir as diferenças sociais, econômicas e culturais, minimizando assim a violência social, convicto de que a música tem papel fundamental nesse processo.
Essa é a busca do grupo e é onde está a origem de sua formação.


1 comentários:
As mil e uma faces do Jardim Elétrico... anos 80... rock, progressivo e psicodelismo. 20 anos depois: A transformação!
Interessante como a música dá o ar de sua graça de forma tão intensa e mutante... Mutantes... Mutante... é assim o Jardim Elétrico!!!
Mirian Prates
(Baixista do Jardim Elétrico lá nos anos 80, quando Yan Kaô era o batera e Bill o guitarrista e vocalista)
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